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Carta Mensal - Maio 2024

Em maio ficou evidente a crise de confiança do mercado local com a condução da economia brasileira por parte do governo. Em um mês em que os ativos globais tiveram ótima recuperação, a Bolsa brasileira perdeu valor e o dólar continuou subindo.


Nos EUA, as preocupações com a inflação resiliente e a economia aquecida cederam um pouco, mostrando novamente um espaço para quedas de juros americanos ainda este ano. Isso bastou para que as ações subissem 4,8% de forma geral e 6,9% nas ações de tecnologia, apesar dos preços já estarem em patamares altos. O mesmo ocorreu com a Europa, que está em uma rota de redução de juros internos, tendo uma boa valorização de suas Bolsas (+4,1%).


Na contramão do mercado global, declarações dos 3 poderes em Brasília e projeções piores de inflação e crescimento do PIB, repercutiram mal no mercado brasileiro. Há uma visão dos agentes econômicos que a Selic deve continuar alta, ao redor de 10,5%, nos próximos 12 meses, e que os gastos públicos estão sem controle. Contribuiu muito para isso a última decisão do Copom, com uma divergência relevante de opiniões entre os seus membros sobre a trajetória futura da Selic. A Bolsa brasileira caiu 3% no mês e o dólar subiu 1,4%.

O mercado de renda fixa, classe de ativos majoritária nas carteiras da Auro no momento, tem se estabilizado e continua com uma posição confortável de rentabilidade, superando com folga a inflação projetada. Os ativos de crédito corporativo têm tido preferência nas alocações do mercado, porém os preços das novas emissões vêm mantendo bons spreads (ganho projetado dos títulos de renda fixa).


A Auro está fazendo correções nas carteiras e nos fundos sob sua gestão para refletir este novo cenário mais desafiador do mercado interno, buscando ganhos no mercado exterior e em uma posição mais conservadora localmente, até que uma sinalização de melhora aconteça.

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