Carta Mensal - Dezembro 2025
- Auro Capital

- 22 de jan.
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Em dezembro, o Banco Central dos Estados Unidos (Fed) realizou mais um corte na taxa básica de juros, reduzindo-a para o intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano. A autoridade monetária vai continuar monitorando atentamente o mercado de trabalho, a resiliência da atividade econômica e a persistência da inflação acima da meta para definir os próximos passos. Com esse tom mais conservador por parte do Fed, o mercado estima um cenário de pausa nos cortes no início de 2026.
A economia americana continua apresentando indicadores positivos de forma geral, porém com crescimento bastante concentrado nos setores ligados à inteligência artificial. Os demais segmentos ainda sentem os efeitos da política monetária restritiva adotada nos últimos períodos. Nesse contexto, os ativos americanos tiveram desempenho mais fraco em dezembro, com o principal índice acionário, o S&P 500, encerrando o período praticamente estável.
No cenário internacional, os estímulos fiscais anunciados na Europa favoreceram os mercados acionários da região, que registraram valorização de aproximadamente 3,8% no mês. Os mercados emergentes também apresentaram bom desempenho, com o índice geral desses países avançando cerca de 2,7% em dezembro.
Já no início do ano, tensões geopolíticas voltaram a ganhar destaque, com a intervenção americana na Venezuela e os conflitos internos no Irã. Esses eventos impulsionaram a busca por ativos de proteção, levando o ouro a renovar máximas históricas, atingindo nível bastante elevado.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) optou por manter a taxa Selic em 15% em sua última reunião e o mercado continua com a estimativa de início de cortes de juros no primeiro trimestre do ano. No campo político, a candidatura de Flávio Bolsonaro adicionou novos elementos ao cenário eleitoral, mantendo elevada a incerteza quanto aos nomes que disputarão a eleição no segundo semestre. Esse ambiente reforça a expectativa de elevada volatilidade para os ativos brasileiros ao longo do ano.
A bolsa brasileira apresentou valorização de 1,3% em dezembro e encerrou o ano com retorno próximo de 34%. O dólar, por sua vez, avançou 3,2% no mês, influenciado pela antecipação de remessas de dividendos por empresas estrangeiras, em função das novas regras de tributação corporativa implementadas no fim do ano.
Para 2026, esperamos um cenário positivo para os mercados acionários internacionais. Nos Estados Unidos, entretanto, não se pode descartar movimentos de correção, especialmente diante dos elevados níveis de preços das empresas de tecnologia. No Brasil, apesar de um ambiente eleitoral polarizado e potencialmente volátil, acreditamos que os ativos de maior risco tendem a apresentar bom desempenho ao longo do ano, apoiados pela perspectiva de queda da Selic e pelo aumento do fluxo internacional de recursos, à medida que investidores buscam diversificação para além do mercado americano.




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