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  • Foto do escritorAuro Capital

Carta Mensal - Janeiro 2024

Janeiro reverteu a tendência positiva dos últimos meses no mercado. Após os bons meses de novembro e dezembro, os principais ativos do mercado brasileiro sofreram quedas no mês.


A principal razão foi o posicionamento mais conservador por parte do Banco Central americano (Fed). O mercado agora prevê o início do corte de juros americanos para o segundo trimestre ao invés de começar em março, como era o cenário anterior. Essa continuidade das altas taxas de juros americanas fez com que os ativos de mais risco, como ações, se desvalorizassem no período. O índice de ações brasileiras se desvalorizou em 4,8%.


As taxas de juros futuras do Brasil também sofreram um aumento, não apenas pelo comportamento dos juros americanos, mas também pela insegurança na gestão fiscal do atual governo. Os dados de inflação vieram com um pequeno aumento, principalmente na parte de serviços. Com isso, os investimentos de renda fixa atrelados à inflação sofreram queda de 0,45%. De forma oposta, o dólar se valorizou 2,3% no mês.


A China, um mercado importante para as exportações brasileiras, melhorou um pouco seu desempenho econômico. Vários incentivos têm sido dados pelo governo para impulsionar o crescimento. Entretanto, há ainda vários riscos no mercado imobiliário e bancário.


Apesar desse início mais negativo, as perspectivas para o ano continuam boas no Brasil.

Deve-se ter um PIB mais alto do que o esperado meses atrás, algo próximo a 2%, inflação em patamares aceitáveis e um mercado de trabalho aquecido de forma geral. As ações brasileiras continuam com preços atrativos, abaixo de sua média histórica, e seu desempenho deve ser ajudado pela queda da Selic. Continuamos alocando uma pequena parte dos portfólios em ações para determinados perfis de clientes.

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