Carta Mensal - Abril 2026
- Auro Capital

- 20 de mai.
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O mês de abril foi marcado por elevada volatilidade nos mercados, causada pelo fluxo intenso de notícias relacionadas à guerra no Oriente Médio. Ao longo do mês, alternaram-se momentos de escalada do conflito e períodos de tentativa de negociação de cessar-fogo e encerramento da guerra. No geral, abril terminou com um tom mais positivo, o que contribuiu para uma recuperação importante dos mercados globais, especialmente das bolsas de países desenvolvidos.
As bolsas internacionais tiveram forte desempenho no período. O mercado americano encerrou o mês com alta de 10,4%, enquanto as bolsas europeias avançaram 6,5%. Já os mercados emergentes, bastante impactados anteriormente pela alta do petróleo e pelas preocupações com oferta de energia, registraram valorização de 14,5%.
Nos Estados Unidos, a preocupação com os efeitos da guerra sobre o preço do petróleo e a inflação levou o banco central americano a manter a taxa de juros inalterada. Fica cada vez mais claro que os juros americanos devem permanecer em níveis elevados por um período mais longo.
No Brasil, os dados econômicos continuaram mostrando resiliência da atividade. O mercado de trabalho apresentou forte criação de vagas em abril, mantendo o desemprego em patamares historicamente baixos. Por outro lado, houve aceleração das expectativas de inflação, com revisões frequentes para cima nas projeções do mercado para o restante de 2026.
Mesmo diante desse cenário, o Banco Central realizou um novo corte de 0,25% na Selic, que passou para 14,50% ao ano, ainda um nível bastante elevado. As projeções atuais indicam uma Selic próxima de 13% no final deste ano, acima do que se projetava no início de 2026.
O cenário eleitoral teve impacto limitado sobre os ativos brasileiros em abril, mas isso tende a ganhar importância à medida que a campanha avance. Nesse contexto, a volatilidade nas ações locais e nos juros futuros deve aumentar nos próximos meses.
No cenário internacional, a agenda macroeconômica continuará concentrada nos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e em seus efeitos sobre o petróleo, a principal commodity da economia global. Alguns países, especialmente na Ásia, já começaram com medidas de racionamento de combustíveis. Como o petróleo possui impacto direto em diversos setores, como energia, transporte, indústria química e plásticos, seus efeitos sobre inflação e crescimento econômico são relevantes.
Na Auro, optamos por manter os investimentos inalterados em abril, buscando capturar a recuperação após as perdas observadas em março. A estratégia se mostrou acertada diante da reação positiva dos mercados no período. Seguiremos acompanhando a evolução do conflito e seus impactos econômicos para avaliar eventuais ajustes nos portfólios dos clientes.




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