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  • Foto do escritorAuro Capital

Carta Julho 2023

A decisão mais importante nos últimos dias foi a queda da taxa Selic em 0,50%, em uma decisão apertada entre os diferentes membros do Copom. A queda foi mais alta do que o previsto, porém, boa parte do mercado viu a decisão positivamente, dada a diferença relevante entre a taxa Selic em vigor e a inflação declinante dos últimos meses. Dias depois, houve uma comunicação da autoridade monetária indicando reduções na mesma magnitude para as próximas reuniões. O mercado, com isso, projetou a Selic em 11,75% para o final de 2023 e em 9,50% para o final de 2024.


A atividade econômica do Brasil continua surpreendendo, mesmo com uma taxa de juros tão alta. Espera-se um PIB neste ano de 2,5% e um desemprego baixo, de 8%, nesse e no próximo ano.


A agenda política, muito focada na questão fiscal, tem-se desenvolvido bem, com a aprovação da primeira parte da Reforma Tributária na Câmara. Isso é uma boa notícia para o longo prazo da economia brasileira ao simplificar o processo de gestão de impostos pelas empresas, porém ainda conta com vários pontos controversos que ainda serão discutidos no Senado. O arcabouço fiscal, apesar de encaminhado, ainda não foi totalmente aprovado e provoca algumas preocupações no mercado.


Nos EUA, a economia continua aquecida de forma geral, se beneficiando de uma inflação descendente. Alguns indicadores mostraram preocupações pontuais, mas, a tese de consenso é que os juros devem parar de subir em breve e que o risco de recessão é baixo. Essa visão mais otimista da economia ajudou a mais uma sustentação de compra de ativos de risco (ações) no mercado americano. Em julho, a bolsa americana subiu 3,1%. Acreditamos, porém, que os juros americanos devem ficar mais altos por um tempo maior do que o que está precificado hoje nos preços dos ativos. Continuamos com nossa visão de que a Bolsa americana está em patamares bem superiores de preço comparados ao histórico e prevendo um cenário muito otimista de estabilização de juros e inflação.


Para completar o cenário global, na China, apesar dos fracos indicadores recentes, o governo acenou com estímulos para melhorar a performance da economia, trazendo ganhos para a Bolsa chinesa (+9,8% em julho).


Do lado do Brasil, a queda da Selic abre uma oportunidade de médio e longo prazo para investimentos em ações locais, que subiram 3,3% em julho, tese já presente nas alocações que fazemos em fundos multimercados. Entretanto, essa tese deve se materializar aos poucos, e com períodos de volatilidade, dado o cenário mundial ainda incerto.

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